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A doença como Vida

  • Foto do escritor: Isa Pereira
    Isa Pereira
  • 15 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

Há um sentido na doença.


A doença é uma manifestação do corpo. Tem uma linguagem própria e subjectiva.


E, se, a doença se expressa para nos ajudar? Qual o seu propósito?

O que realmente acontece para que se instale? Qual a sua origem?

O que diz um corpo doente?

E, indo mais além, será possível a doença não se instalar?


Acredito que quanto mais incorporarmos uma relação de amizade com a doença, melhor a entendemos.


Antes da doença, há sinais, tendências, padrões de comportamento, padrões de pensamento.

Se estivermos atentos a nós próprios, ao que pensamos, ao que acreditamos, acredito que temos uma via aberta, possível de alquimizar, antes que a doença se mostre no corpo.


O corpo reflecte a mente. Ao cultivar uma mente aberta à relação com o corpo, atenta e presente aos movimentos do corpo através de sensações, sentires e emoções, escutamos o que vem antes da doença. Quando se abre esse espaço, a consciência aumenta, observamos o que antes não era visível.

Se de uma forma gentil, existir uma relação com o corpo sem qualquer julgamento, incluindo tudo o que ele sente, e agindo a partir da sua mensagem, a doença perde lugar para se expressar, pois não há necessidade.


A força que a doença contém, é uma força disponível a ser utilizada.

A doença contém em si, a força da vida, é uma expressão da própria vida.

A intenção da força da vida é a criação de mais vida.

Se olharmos para a doença como um nó, ao desfazê-lo, poderemos redirecionar esse fio.


Quando a doença já se encontra instalada, pede a capacidade de aceitar o seu propósito, entender a sua intenção, e criar um relacionamento de gratidão.

E, nesse processo, encontra-se uma força potente capaz de gerar ainda mais Vida.


Existe, sim, um sentido maior e grande na doença.




 
 
 

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©2020 by Isa Pereira

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