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O foco amoroso

  • Foto do escritor: Isa Pereira
    Isa Pereira
  • 27 de set. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de set. de 2021

A amorosidade cura. Onde colocamos amor, cura. Onde colocamos foco, dissolve, concentra, potencia.


Qualquer desconforto ou sintoma que surja no corpo e na mente, pede atenção amorosa.

Qualquer força negativa, qualquer pensamento obcessivo, grita para ser visto e escutado.


Podemos não escutar e essas forças insistirão de uma forma ou outra a quererem ver luz.

Ou podemos escutá-las: em amor e inclusão ou em rejeição e exclusão.


Se optarmos por não escutar, ou escutar em crítica, essas forças vão permanecer ou agravar. O seu poder vai crescendo, oculto mas imponente. Cresce a luta e conflito interno. Cresce a fragmentaçao e a segregação do todo que existe em nós.

É aqui que os animais reflectem o processo de somatização, mostrando as questões que não vemos ou vemos mas não aceitamos.


Com amor e inclusão, vamos acolher, cuidar e nutrir. Vamos neutralizar.

O amor é a única força que consegue compreender o que parece assustador dentro de nós próprios. Algo alquímico acontece quando compreendemos em amor uma parte nossa que consideremos 'menos bonita' ou um padrão crónico: o foco amoroso abre portas para compreender essas partes internas que sofrem isoladas. Olhar em foco amoroso dissolve-lhes o poder. A força poderosa que tinham, é iluminada, transformando-se. Onde focamos a força do amor, uma cirurgia medicinal acontece: abrem-se portais elevados que tudo reorganizam, reestruturam-se níveis, campos e camadas, e um novo espaço é concebido. Um espaço mais autêntico, mais potente e mais amplo.

É possível caminhar assim, coexistindo com tudo, inteiros. E a cura acontece.

O animal segue o seu caminho, em essência junto ao cuidador.


O nosso caminho é uma busca por integridade. A vida é íntegra. Quanto mais luz houver, menos as partes sombrias terão capacidade de dominar.

Nesta busca por integridade, os nossos animais escolhem assumir essas nossas partes carentes de amor e compreensão.


Deixo como reflexão: quando sentimos o nosso animal doente ou desequilibrado, como reagimos? O que sentimos?

Por certo, continuamos amá-lo, procurando todas as possíveis soluções para que se sinta melhor e viva mais feliz. Por certo, sentimos compaixão pelo que sente, por certo queremos que ele se equilibre. Por certo queremos que ele melhore, e que não sofra.

Essa reação, fala sobre nós. E, para efectivamente contribuir para esse fim, teremos de aceitar o desafio que aí reside entre linhas: olhar para nós, olhar para dentro, e cuidar do que aí encontramos.


É esta a postura que eles insistem em relembrar aos seus cuidadores: 'Cuidem de vós como cuidam de nós'.



Foto por Susana Baião

 
 
 

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©2020 by Isa Pereira

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