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A história da Dharma

  • Foto do escritor: Isa Pereira
    Isa Pereira
  • 6 de ago. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 2 de dez. de 2020

Hoje conto a história da minha companheira-cadela de alma, a Dharma.



Antes de aparecer na minha vida, já eu tinha o nome dela tão presente.. quando a conheci, era óbvio: era ela, a Dharma e o meu dharma.


Maravilhosa, forte, meiga, doce, mas também muito assustada e medrosa.

Desde o íncio, mostrou um comportamento complicado: não obedecia a quase nada, destruía a casa, desfazia as próprias mantas e camas, tinha uma ansiedade intensa, medo e dependência. Todos os dias chegava a casa e tinha uma nova aventura. Experimentei imensos medicamentos convencionais e naturais, treinos, outros cães etc.. e nada funcionava, o comportamento dela continuava.

Esta situação foi mesmo muito díficil de suportar: ela desencadeava em mim muita frustração, muita tristeza e uma sensação de impotência enorme. Nesta mesma altura, há 6/7 anos atrás, a minha vida estava totalmente mergulhada em caos, numa fase extrema de sacríficio e esforço.


No meu primeiro workshop de comunicação telepática animal, conectei com ela, e a primeira imagem que apareceu foi uma floresta com ela a correr e a dizer-me 'liberdade'. A minha reação instantânea foi de choro intenso, pois eu não me sentia livre. Quando mergulhei nesta mensagem, mudei muita coisa para que a minha vida ficasse mais respirável. Apesar de ter melhorado um pouco, o comportamento da Dharma mantinha-se.


Anos mais tarde, após outra comunicação telepática, pude compreendê-la ainda melhor. Uma das frases dela que me recordo constantemente foi: 'Confia em mim. Confiar no dharma é confiar na vida. Assumir Dharma é assumir a Sombra.'. Esta comunicação desencadeou uma série de terapias, mergulhos internos e muitos insights preciosos.

Entendi realmente que esse comportamento evidenciava as partes que eu não via nem aceitava em mim. Ela não tinha nada de 'errado' e nada a ser corrigido. E eu realmente só a conseguiria ajudar, se me ajudasse a mim.


Neste caminho de aceitar a sombra - partes inconscientes - reparei que paralelamente eu estava muito mais tranquila, em aceitação e respeito pelo comportamento da Dharma.

E foi aqui que houve de facto um impacto imediato na Dharma: ela harmonizou imenso o seu comportamento.

Hoje, rendida ao meu caminho de Verdade, ela também se equilibrou. Pode por vezes ainda demonstrar algum desequilibrio, mas não necessita de ser mais o seu papel. Assim que ela se desequilibra, eu mergulho em mim e seguimos vivendo.



Os nossos animais necessitam de ser o que são. Para que eles sejam o que são, nós temos de ser o que somos. E, para isso, é extremamente importante mergulhar com foco amoroso dentro de nós, e reunir as nossas partes duais, em plena aceitação do que autenticamente somos.

 
 
 

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©2020 by Isa Pereira

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